Se você já ficou com um jingle na cabeça, já usou um slogan no meio das conversas ou teve dificuldade de esquecer uma propaganda, parabéns, você é normal

Se eu estiver com fome e em dúvida de onde ou o que vou comer, e por um acaso algum passarinho azul assoviar de longe uma certa melodia, com toda a certeza lembrarei de um possível lugar para comer, cuja maior especialidade, o “prato da casa” eu já conheço todos os ingredientes de cor e salteado, inclusive a ordem a quais são dispostos e ainda, se precisar, corrijo o plural de quem “ousar declamar esse mantra publicitário de maneira errônea”:

Muitos professores de publicidade e comunicação defendem que o sucesso de uma campanha está em sua “memorabilidade”, ou seja, você vê, lembra e nunca mais esquece, você incorpora as frases nas suas conversas, continua a frase quando alguém começa, faz brincadeiras e lembra sempre daquela propaganda, lembrando da marca, lembrando do produto, levando esta ao Top Of Mind, objetivo de toda campanha publicitária.

Quer exemplos? Se perguntar pra qualquer um “aonde eu acho tal coisa”, a resposta possível seria “Lá no posto Ipiranga!”, ou se eu perguntar aonde está meu celular? Talvez esteja “nas Pernambucanas”. Talvez perguntar aonde foi uma pessoa então: “Tomou Doril”, perguntar a diferença é descobrir que “a diferença é que o Estadão funciona” (bônus se você perguntar o telefone dos classificados da Folha e ouvir um “como é que é…” na voz de um ratinho) e a solução para um dia duro: “tome um Dreher”.

Poderíamos ficar horas citando frases assim, quem disse que não dá pra ficar? Podemos abusar e usar de vários jargões publicitários, e não adianta bater, por que no Brasil, nossos publicitários são mais criativos que os outros. Desperte o tigre que há em você e relembre algumas dessas propagandas históricas que já foram chiclete um dia, lembrando sempre que quem pede um, pede bis:

Casas Pernambucanas – 1967

Aquarela Faber Castell – 1983

Poupança Bamerindus – 1990

Tesoura Mundial – 1992

Chocolate Batom – 1996

Renault – Anos 2000

Sukita – 2000

E, claro, não poderia estar fora dessa lista:

Dolly – 2016

Mas, apesar dos anos e das tantas e premiadas propagandas brasileiras, a pergunta que não quer calar ainda ressoa aos nossos ouvidos como um paradoxo universal: “Vende mais porque é fresquinho, ou é fresquinho porque vende mais?”


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Andre Xavier

Author Andre Xavier

Artista por hobbie, com uns gostos estranhos pra música, hiperativo, amante de de um bom café, um bom livro e de uma ótima companhia. Misture tudo e você criou um Publicitário! Mas o que ele está fazendo aqui? Bom...cenas no próximo capítulo...

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