Imagens de capa e da matéria: ONG Rio de Paz – Tânia Rêgo/Agência Brasil

Representatividade significa que a qualidade de alguém, de um partido, de um grupo ou de um sindicato, ajuda um certo grupo a exprimir-se verdadeiramente (de forma positiva ou não). Mãe. Sem dúvida, na maioria das famílias brasileiras, a mãe é o primeiro contato de representatividade que surge na infância e acompanha na maior parte da vida. Mulher. Já houveram tantos significados para esse termo: dona de casa, mulher de família, ótima cozinheira de domingos, casa limpa, passadeira, “não tem problema, ela lava”, “essa enche uma cama” e variações disso. Mudanças. As coisas evoluem, porém não tão rápido quanto gostaríamos.

Precisamos falar sobre feminicídio, sobre estupro, sobre consequências atreladas a todas as mulheres pelo simples fato de ser do sexo feminino. O dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, não pode ser pautado nas rosas que ganhamos em restaurantes ou no parabéns que recebemos se no dia a dia a situação é bem diferente, principalmente se levarmos em conta, que a representatividade feminina deveria ajudar a sociedade, porém, ainda predomina a lei do machismo.

No nos últimos dois anos, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a taxa de estupro no Brasil alcança a média de 135 casos por dia, um total de 49.497 mil em 2016 e um aumento de 4% em 2017. As mortes violentas classificadas como homicídio doloso, latrocínio e lesões corporais seguidos de morte em mulheres, alcançou em 2016 o número total de 61.619 mil casos e ainda tem gente que acha que é vitimismo.

Para um bom entendedor, meia palavra basta, já dizia a minha mãe. Neste caso, os números falam por si só, mas a análise ainda é nossa. Precisamos, enquanto sociedade e como mulheres, refletir a forma com que nos posicionamos de maneira coletiva, utilizando a representatividade feminina para mudar alguns comportamentos enraizados. Empatia.

Mulher não é puta; se ele traiu ele está errado; vaca não é a mãe; valorize o trabalho de uma mulher – ele não é inferior ao de um homem; mulher vai até onde ela quiser; sem simpática não é dar mole; meu corpo, minhas regras; respeito.

Rio de Janeiro – A ONG Rio de Paz promove, na Praia de Copacabana, ato público contra o abuso sofrido pelas mulheres. Durante a manifestação, 420 calcinhas estendidas na areia, representam a quantidade de mulheres estupradas a cada 72 horas no Brasil. (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

8 de Março Dia Internacional da Mulher:

Dia da Mulher é marcado por lutas femininas a favor dos direitos do gênero ao redor do mundo. Uma das principais reivindicações que marcam essa data são com relação à jornada de trabalho exaustiva das mulheres nas fábricas têxteis europeias e americanas no início do século 20. A escolha do 8 de março, aconteceu depois de uma manifestação na Rússia, durante a Primeira Guerra Mundial. Estima-se que, na época, 80 mil mulheres se uniram em protesto contra as péssimas condições de trabalho do país.

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